Essa força de alta voltagem erótica vai muito além do sexo: ela é reciclável, circula pelo seu corpo, estimula experiências prazerosas. Em suma, move o mundo. Descubra como ativar, use com gosto e não desperdice
Eros com leite
A SEXUALIDADE começa na infância: quem disse foi Sigmund Freud, o pai da psicanálise. Buscamos prazer no próprio corpo desde os primeiros tempos de vida, quando a função sexual estava ainda ligada à sobrevivência. Mamar no peito da mãe, ser cuidado e tocado com carinho são as primeiras lições de amor que o bebê recebe - e essa vivência vai nos marcar para sempre, influenciando o nosso modo de amar.E, se a princípio os prazeres físicos são vividos sem censura pelo bebê, em simbiose com o corpo materno, aos poucos a criança aprenderá a reprimir seus impulsos. Essa função repressora na verdade é desejável, pois nos ajuda na adaptação ao mundo. Na fase dos 6, 7 anos, por exemplo, a energia libidinal será desviada para o aprendizado. Só na adolescência essa pulsão vital encontrará outros caminhos - como o interesse pela masturbação e pelo sexo oposto.Com sua teoria da libido, Freud acentuou a importância do erotismo na vida. "Para ele, sexualidade é tudo o que está ligado à obtenção do prazer", define Suely Gevertz, da Sociedade Brasileira de Psicanálise, em São Paulo. Mas não há regras fixas. Contemplar um quadro pode ser prazeroso... para quem aprecia artes plásticas. E substituir sexo por compras pode até funcionar às vezes, mas quem anseia por um namorado não vai se contentar por muito tempo. "O prazer libidinal não se esgota na satisfação genital, apenas culmina com ela", explica Suely. Para a especialista, é possível separar sexo de afeto. Tudo depende do seu desejo. Se o objetivo for um encontro sexual, ok. Mas, se o que você quer é vínculo, um encontro fortuito não vai satisfazê-la.
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